quarta-feira, 16 de julho de 2008

TST, GOVERNO E ECT DESAFIAM OS TRABALHADORES COM PROPOSTAS ABSURDAS! E OS TRABALHADORES DIZEM NÃO!


Com força e resistência os trabalhadores dos Correios estão próximos de atingir um índice histórico só visto em 1985. Há muito tempo que não temos uma greve tão longa e com tanta garra. Essa resistência não é uma opção, mas uma resposta necessária à intransigência da ECT e de Lula que tentam a todo instante fazer os trabalhadores de palhaços. Diferente do que armam na imprensa e para a população, os ecetistas sempre estiveram dispostos ao diálogo. Esquecem de dizer que foi o Governo e a empresa que deram as costas ao trabalhador e à toda população que se beneficia de nosso árduo trabalho cotidiano, de um Correios público e de qualidade. Pior, mais uma vez vêm com uma “proposta de negociação” grotesca, mais absurda do que a apresentada anteriormente. Obviamente, foi rechaçada por toda a categoria.


Propostas do TST, ou da ECT e do Governo Lula?

As propostas do TST tentam dividir os ecetistas. Esquecem que todos nós somos trabalhadores dos Correios, não importa o cargo em que estejamos, seja motorista, atendente comercial, OTT, carteiro, auxiliar administrativo, técnico, etc. Colocam o fim do PCCS aos carteiros. Queremos para toda a categoria. Exigimos a construção de um PCCS dos trabalhadores. Mas, o que vemos são propostas absurdas como: pagamento do AADC de 30%, mas apenas proporcionalmente ao número de horas de trabalho prestadas externamente nos serviços referidos de entrega e coleta de correspondência. Na prática, se aceitarmos o AADC, é o fim do seu caráter de risco. Exigimos a manutenção do caráter de risco, e que não seja apenas para os carteiros e sim para o conjunto da área operacional. Chegam ao cúmulo de propor o abono de, apenas, 50% dos dias de greve. Tentam retaliar a categoria e desconsideram um direito histórico conquistado com a força dos trabalhadores que é a possibilidade de greve e manifestação pelos seus direitos. Ainda, colocam que, por 60 dias, a partir do dia 18 de julho, ficará vedada a rescisão de contrato de trabalho dos paredistas. Perguntamos: O TST desconhece a sua própria Ordem Jurisprudencial 247, que garante que o trabalhador da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não poderá ser demitido sem motivação? Ou seja, sem que antes seja aberto processo administrativo e que seja lhe dado o direito de ampla defesa, através da sua entidade representativa, no nosso caso, o SINTECT-PE. O TST precisa rever suas posições e sua dita “imparcialidade”, que mais parece a defesa intransigente da ECT e do Governo Lula. O trabalhador está de olho!

2 comentários:

marcos disse...

Vamos continuar firme, nesta luta,
unidos venceremos esta guerra.
Saudações, Marcos Negrito.

Gal disse...

Caros companheiros,esse é o momento de maior fortalecimento da nossa categoria,não podemos ceder, a nossa luta continua!!!
Vamos "juntos" rumo à mais essa conquista!
Um gde abraço,Gal.